quinta-feira, 27 de maio de 2010

Não, obrigado.

A resposta é firme e convincente: Eu quero!
Uma roupa desnecessária em liquidação
Um acessório dispensável, uma sessão de cinema
Uma partida futebol, um par de sapatos novos
Um discurso sobre moda, artes, ciência, seriados, novelas,
Livros de auto-ajuda, visita a um curandeiro.

Você quer comprar ou fazer algo muito valioso?
A resposta soa firme ao meu ouvido: Eu quero!
A pré-disposição em sair de um determinado lugar
Em determinada hora e fazer algo que satisfaça
Sua vontade esmagadora é louvável. Que vontade!

Se for presente é melhor ainda! De graça. Quem não quer?
Eu quero! Adoramos ganhar presentes.
E neste caso independe do que é. Se queríamos pouco
Ou muito, valorizamos o que ganhamos.
“Ah não... isso eu não posso te dar porque foi o Beltrano que me deu”.

Se seu melhor amigo te diz: “Existe uma maneira
De fazer da vida que vivemos algo extraordinário
Você vai ficar mais bonito, seu casamento vai transformar
Você vai ser mais feliz! Quem não quer? Eu quero!

Se Deus lhe diz: Me deixe cuidar de você. Eu entreguei meu Filho
Para que você tenha acesso a Mim através Dele.
O mundo vai cooperar para as coisas darem certo para você
Mais que sua vontade, prevalecerá a Minha vontade
Que é boa, perfeita e agradável para você.
Traga as suas aflições a mim e eu as carregarei.
Busque as coisas do Meu reino e o restante eu acrescentarei.”
Eu me preocuparei com cada detalhe que for importante pra você.
Farei o que você quer ou Mostrarei que isso não é tão bom quanto parece.
Tudo isso é de graça!
A resposta é tão ligeira que mal dá para esperar
O final da promessa: Não, obrigado!

Você consegue entender? É como se você conseguisse ler
O parágrafo do amigo, e o de Deus estivesse em branco
Como se algo lhe cegasse. A distância nos cega.
A distância, o pecado que todos nós carregamos dentro de nós.
Que faz você achar que isso é loucura.
Mesmo que você tenha milhares de testemunhas à sua volta.
Quer enxergar? Abra a porta!

NJ